Doação de móveis: como funciona
A doação de móveis falha quase sempre pelo mesmo motivo. Alguém quer a estante, vem buscá-la e ela não passa pela porta.
Dá para evitar isso com uma fita métrica e cinco minutos. Este guia mostra o que medir e o que escrever no anúncio da Givore.
As três medidas que decidem tudo
Tira estas três e escreve-as no anúncio, em centímetros.
- O móvel. Largura, altura e profundidade. A profundidade é a que as pessoas esquecem e é a que trava um sofá numa porta.
- A tua porta de saída. Mede a abertura livre, não a moldura. Se o móvel for mais largo, tem de sair deitado.
- O caminho até à rua. Um corredor com curva ou umas escadas apertadas mudam tudo. Conta os lanços de escada.
O que escrever sobre o acesso
Duas linhas chegam. Diz em que andar moras, se há elevador e se o elevador é pequeno.
Diz também quantas pessoas são precisas para levantar a peça. Um colchão vai a dois. Uma mesa de jantar de madeira maciça costuma ir a dois, com jeito. Quem vier sabe se traz ajuda.
Se puderes dar uma folga de horário, escreve-a. A maioria das recolhas de móveis acontece ao fim do dia ou ao sábado de manhã, porque é preciso carro.
Que móveis vale a pena dar
- Vale. Mesas, cadeiras, camas de madeira, estantes maciças, cómodas, secretárias. Peças que se desmontam por parafusos e voltam a montar.
- Vale com aviso. Sofás. São muito procurados e muito difíceis de transportar. Mede duas vezes.
- Pensa bem. Móveis de aglomerado já desmontados uma vez. Os furos ficam largos e a segunda montagem abana.
- Não vale. Colchões com manchas ou pernas partidas sem conserto. Isso é lixo, e dizer-lhe outro nome só faz alguém perder uma viagem.
Publicar na Givore
Tiras a foto do móvel inteiro, de frente, com o chão à vista. Depois uma foto de perto de qualquer marca ou risco. Escreves as medidas e publicas.
Quem quiser reserva. Tu vês a lista de quem está à espera e escolhes. Não é o primeiro a carregar no botão que leva o móvel. És tu que decides, e podes escolher quem tem carro.
